
Quem um dia ecoou todo ardor aos céus
Fitando-me a anca à ele curvada
Hoje fita as estrelas e chora o saudosismo.
E guarda-me por entre seus dedos, como mulher amada.
Ao deleite de teus pequenos olhos
Foi quando revelei-me a ti.
A noite em que a mulher que vive em mim
Veio de encontro a teu corpo, sem amor, sem pudor.
Delirio, desvairo!
A cada sensação frenética
Teu cheiro invade-me o coração
Saudades, desejo e gratidão.

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