
.
Em seu jardim secreto,
Ele persegue borboletas noturnas.
Aprecia tocá-las às asas,
Embora isso as impeça de voar.
Com seus lábios tocando o seio,
Retiras os casulos de amores mortos.
Faz com que pétalas tornem-se comestíveis,
Ele busca calor junto à dor.
Menino dos olhos,
O coração como uma planta carnívora!
Extrai-me para seu próprio deleite.
Dedos que buscam pelo solo encharcado,
O desejo selvagem e o amor.
Até que a flor abre suas pétalas,
E o acolhe em seu explendor.
Dentro da parede cerosa ele move-se,
Continuando-se sobre a pele.
Penetrastes no limbo adocicado,
Até verter-se estático.
Cores e brilhos,
Cheiro análogo à prisão.
Adormecemos...

Nenhum comentário:
Postar um comentário