Esconde-se em meu inferno para aliviar as tuas dores!
Abriga seu corpo em minhas chamas a fim de repousar...
Refresca-me a língua com o teu dedo molhado!
Pois em chamas sou atormentada e lhe atormento...
Apenas uma gota não alivia meu ardor em chamas,
Nem seus lábios que evitam chegar ao penhasco.
Calor intenso e as labaredas nascentes na garganta,
Alivia-me a qualquer custo pois sofro da vontade de ti!
Descansa no meu corpo infernal e dorme...
O mesmo inferno que acolheu teus cadáveres,
Um mundo inferior aos teus olhos...
Projetado para que sinta-se em algum momento superior.
Molhada por tuas lágrimas de destruição eterna,
Entre minhas pernas a tua câmara mortuária.
Cava a sepultura e depois ressuscita,
Esquecendo-me no inferno dos prazeres mortos...
(Jamais chegará às minhas profundezas...)
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