sábado, 12 de junho de 2010

"Holding on" por Nephesh


Numa dessas madrugadas eternas, o céu era alaranjado em contraste com o escuro mar. Ele me pegou pelas mãos e corremos em direção a um lugar seguro, onde pudéssemos nos satisfazer nos corpos sedentos, na troca de desejos. Ele não desejava apenas o sexo, mas me queria...e eu que esperava inquietamente por aquele momento de consumação. Nos escondemos por entre as rochas e as espumas das ondas testemunhavam os gemidos, as palavras no ouvido, os gritos e o êxtase recíproco. Eu vestia apenas um vestido cinza, sem nada por baixo...parecia que ele havia preparado tudo para nós.

Fitou-me os olhos e os lábios antes de me tocar com a boca máscula e suas mãos deslizavam nos meus quadris. Não me movia porque queria que ele me possuísse. O beijo quente que alternava entre meu queixo, pescoço e boca e cada vez mais ele me pressionava e me libertava de eu mesma. Então despiu vorazmente os seios, colocando minhas pernas em volta do seu corpo quente e gostoso...aquelas mãos grandes me tocavam do jeito que gosto, me sugava torturando-me ao mesmo tempo em que ele roçava seu sexo no meu.
Quando percebia meu frenesi, ele parava e dizia coisas em seu idioma em meu ouvido. Eu não sabia o que eram, mas eram palavras que meu coração as apaziguava, tornando minha escitação doce e tranqüila. Numa disputa pelo controle arranhava de leve suas costas largas e mordia de leve seu pescoço e orelha, acariciando o peito forte dele com meus seios, eu já não era tão submissa. Logo já estava lambendo aquele corpo todo, apertando as coxas firmes e sentindo o gosto do seu sexo...podia sentir as veias dele pulsando em minha boca.
Ele me olhava com firmeza, desejando saber onde eu iria chegar. A maré subiu encobrindo-nos até a cintura. Ele trocou de lugar comigo e me pôs de costas, assumindo o controle novamente. Sentia os meus quadris mexendo e estigando-no, enquanto apertava meus seios e mordia minha nuca. Levantou meu vestido e me penetrou fazendo com que eu gemesse alto e entrasse em transe. Meu corpo todo tremia e mantínhamos o mesmo ritmo lento na penetração...ele me conhecia por dentro e eu o engolia com voracidade desejando cada vez mais fundo.
A pressa e a necessidade de nos escondermos já não existiam mais. Interrompi conduzindo-o à areia onde me coloquei sobre ele. Acariciando-lhe o rosto com meus seios e sentindo nos tornarmos um só. Ele me abraçava de um jeito terno deixando-me livre para amá-lo. Convidei-o então para que chegasse ao orgasmo junto a mim, juntamo-nos num beijo alucinante e aumentamos a velocidade dos movimentos rumo ao ápice. Éramos um só e para a vida real não queríamos retornar...






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