Nem mesmo eu sou digna de fitar-me o reflexo
É prudente permanecer-me oculta
Para ser livre e reluzente
Vejam-me, mas não me olhem
Tua visão me corrompe e fere
És como o demônio que não pode ser encarado
Preso na face que dilata a retina
Não irei conceder-lhe meu desprendimento
De tudo aquilo que olho, mas não vejo.


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