ARTE - DALIÉ muito simples ser um soldado que quer que os soldados não existam mais. Basta responder com firmeza ao pedacinho de esperança que os outros - aqueles que não têm nada, aqueles que terão tudo - depositam em cada um de nós. Por eles e por aqueles que partiram durante a caminhada, por esta ou aquela razão, todas elas injustas. Por eles devemos tentar mudar e melhorar um pouco a cada dia, a cada tarde, a cada noite de chuva e grilos. Acumular ódio e amor com paciência. Cultivar a soberba árvore do ódio pelo opressor junto com o amor que combate e liberta. Cultivar a imponente árvore do amor que é vento que limpa e cura. Não o amor pequeno e egoísta, mas o grande, o que melhora e faz crescer. Cultivar entre nós a árvore do ódio e do amor: a árvore do dever. E nesta tarefa colocar toda a vida, corpo e alma, coragem e esperança.

Nenhum comentário:
Postar um comentário